Home Data de criação : 07/12/02 Última atualização : 09/03/13 17:08 / 11 Artigos publicados
 

Sei que nunca terei o que procuro  escrito em sexta 13 março 2009 17:08

Sei que nunca terei o que procuro
E que nem sei buscar o que desejo,
Mas busco, insciente, no silêncio escuro
E pasmo do que sei que não almejo.

Fernando Pessoa.

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Tempo  escrito em domingo 08 março 2009 02:27

De certa altura, ainda eu na tenra idade, não sabendo bem conjugar as quatro letras que formavam a palavra “amor”. Havia muita coisa que eu não sabia, mas ansiava por saber, lutava por saber, pois queria não errar, queria crescer, queria tornar-me em alguém, em gente.
Sentei numa mesa de café, quantas e quantas em que me sentei, dias e dias que ali passei, mas nunca me esquece aquela tarde, aquela conversa que devo para a vida inteira.

O problema estava na pele dele, o problema estava com ele, e apenas falou daquilo que se passava, daquilo que era verdade. Hoje, toca-me a mim passar pelo que passou, mas trago uma leve vantagem, eu agora sei o que é, e sei o que fazer.

Vou antes, falar da essência da conversa. Era um lamento vagabundo, um lamento de um jovem, era um coração sofredor, como tantos outros. Sofria por algo terrivelmente doloroso, não se vê, mas atinge bem lá no fundo. Ele dizia,''Tomara eu que as questões do amor fossem relacionadas a um botão, que bom era ter um botão em mim e se pudesse, desligar''. Que bom era ser só a cabeça a mandar e não o coração, por vezes seria bom, talvez não sofressemos tanto. Já naquela altura, como qualquer adolescente, os problemas existencialistas faziam parte do meu ser, no entanto, não sabia ainda como lidar com alguns deles. Foi então que escutei a voz da razão e sabedoria, foi então que aprendi algo que jamais me esqueço.

''O tempo é tudo, pode ser o teu amigo e conselheiro, como pode ser o teu pior inimigo. Ele ajuda-te em muito, é o tempo que pode fazer aquilo que talvez esse botão faria em segundos, o tempo fará em dias, mas fará-lo. Se perdes-te alguém, se estás magoado, é ele também que vai ajudar, vai curar as feridas e fazer esquecer o passado, fazer viver um novo dia''.
O tempo é mesmo tudo, tanto faz milagres como estragos, tanto é bom quando ajuda, como maléfico quando agride. Sara feridas como pode aumentar um amor.
Realemente, o botão dava imenso jeito, era tudo muito mais facil, mas também que piada teria viver? Sem medo temos de enfrentar o que vier, como esta conversa que me ajudou e ainda ajuda, muitas outras virão, porque quem realmente gosta de nós, está sempre presente para nos apoiar e dar força.
Obrigado

> Texto dedicado ao ''Be'', o padrinho que sempre foi o meu ponto luz de seguimento, muito de mim hoje deve a ele e este texto é apenas uma amostra das coisas que com ele aprendi. Agradeço para sempre. Não quero também tirar mérito à madrinha Rita, que sempre batalhou comigo pelas coisas, devos-lhe muito.

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Saber Lutar  escrito em domingo 08 março 2009 02:19

Descobrem-se coisas com o passar do tempo que nos deixam sem reação. Não é nada que ninguém saiba, mesmo eu já sabia de situações destas assim por alto, mas há altura em que nos dá para parar e pensar.
Vemos de tudo por esse mundo fora, felizes e infelizes, uns que estão bem e outros que vivem menos bem, vemos alegria e tristeza, guerra e paz, vemos o mundo na sua cor.
Mas centrando-me em casais e vida a dois, alegra-me ver por aí, casais felizes, num jantar romântico, sentados num banco de jardim, casais que fazem uma vida a dois perfeitamente apaixonados. E claro, sobram depois aquelas pessoas, que vivem só, carentes, sem ninguém, mas acho que essas pessoas deviam lutar pela felicidade.
Passo a explicar, quando digo lutar pela felicidade, digo, lutar por alguém que ame, ou então por uma vida sem tristeza, uma vida alegre, uma vida do qual tenhamos orgulho, que nos encha a alma com um enorme sorriso.
Por vezes, o amor vai encalhar a pessoas comprometidas, alguém que já está noutro paraíso, mas o que fazer nessas situações!?
Pois bem, temos sempre dois caminhos, avançar ou recuar, seja, ou esquecemos e partimos para outra, por mais que nos custe, mas a vida é mesmo assim, aprender a viver, ou então lutamos, mas que seja uma luta justa, uma luta com honra e gloria, uma luta da qual tenhamos orgulho.
As mulheres, adoptam sistemas psicológicos, algo que enfim, por vezes é jogar sujo e jogar baixo, como mandar uma sms anónima a namorada do rapaz em questão para que esta fique cheia de dúvidas e assim. Tudo para acabar uma relação. Entre outras situações que nem preciso de falar.
Desta vez não fico só por aqui, não são só as mulheres que o fazem, os homens também têm as suas desavenças, mas são brutos, e anormais. Entram em conflitos, por vezes lutam entre si por mera estupidez.
Tanto um como outro, agem incorrectamente, e isto deixa-me triste, lutar e combater por aquilo que queremos é possível de tanta maneira, para que vamos nós recorrer a factos extremos? Porque não fazemos do melhor modo possível sem que não haja grandes conflitos?
No fim de tudo, não sei o que pensar, esta sociedade é completamente estranha para mim, por vezes não percebo o que os leva a fazer isto! O amor!? Eles lá sabem o que é amar! Eles lá sabem o que é sentir!

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E é isto...  escrito em domingo 08 março 2009 02:04

E como este é daqueles momentos em que não tenho realmente nada para fazer, vamos lá ver se consigo desfiar uma linha de raciocinio suficientemente nítida, só para me entreter durante meia horinha ok?

...

Ok, estou mesmo preocupada. O meu cérebro transformou-se numa massa pastosa bolorenta. Isto de ficar enclausurada entre quatro paredes tirou-me o pouco que tinha de escrita... Credo!

....

Não me ocorre mesmo nada! Bem, ao menos tentei.

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Ouça-me;  escrito em domingo 08 março 2009 01:51


É bom sentir o vento, é bom sentir a vida, vive-la agradavelmente e livremente, livre, como um pássaro.
Liberdade, é algo que muitos desconhecem, e pois bem, não serei eu a falar disso, esta constrói-se apenas, reconhece-se e é muito boa.
Gosto dela, de a viver, de a ter por perto, não querendo nada que me possa prender, daí viver sem depender de ninguém, sem que nada seja monótono, e claro, sem que seja sempre o mesmo.
Incomoda-me namoricos, não tenho nada contra isso, aliás, um dia serei eu a estar nessa situação mas até lá, quero viver solto, quero viver sem ver nada disso nem sequer ouvir falar, quero ter um mundo ilusório de que tudo é possível e que é possível viver sem amor.
No fundo sei que é impossível, mas a sensação de poder ser apenas eu a controlar-me a mim mesmo, é única, logo, eu estarei no meu caminho.
Não quero problemas, nem que nos proporcionem, afasto-me deles, não fujo. Evito, mas não me escondo. Se tiver de enfrentar, não tenho medo, apenas dispenso. Conseguir conciliar tudo isto, é complicado.
Eu dou uma mão, e pedem-me mais, querem um braço, e isso não posso dar. Já não prometo o passado, pois passou e além de continuar a ser o mesmo, há mudanças sólidas que se fazem notar.
Quem quiser a felicidade, a minha felicidade, terão de respeitar algumas contrapartidas, tal como eu respeitarei algumas regras, caso me sejam impostas, têm o direito disso.
Do mesmo modo, aquilo que faço, este afastamento do romantismo, poderá ser aceito em outra qualquer pessoa, mesmo que eu um dia esteja envolvido e alguém me diga que não se sente bem por ver forças do amor tão fortes, eu vou compreender e dizer:
“Amigo, voa livre, tal como voa a andorinha da primavera, faz o teu ninho aqui e parte, ele continuará intacto até tu voltares, não serei eu que o vou destruir”

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